sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bater resolve?



   

        É engraçado como a violência entre pais e filhos tem um olhar diferente na sociedade, acreditar que uma relação fraternal pode ter dar o direito de agir com crueldade e mesmo assim ser aplaudido perante todos, é acreditar num futuro perverso e maldoso. No início de junho, defendi minha monografia com o seguinte tema "Violência doméstica contra crianças e adolescentes no âmbito familiar", foi fácil dissertar acerca desse tema, foi fácil descrever minha vida. Este tipo de violência se apresenta sob diferenciadas formas, como violência física, sexual, psicológica, a negligência e a violência fatal. Alguns pais acham que essa é a melhor maneira de educar, como estão enganados... Na verdade, isso só gera medo e ódio em quem apanha, se você acredita que estes sentimentos são bons, então vá em frente, eduque seu filho na base da "palmada", quem dera que fosse um simples palmada! A lei condena estes tipos de comportamentos contra o infante e o jovem, é bom que fique claro, que a lei não impede que os pais castiguem os filhos, desde que seja um castigo moderado, ou seja, perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que castigar imoderadamente o filho. Por exemplo, um pai que ao invés de dar umas palmadas, espanca o filho, abusando assim do seu direito de castigar. É tão banal, às vezes crianças apanham só porque derramou um suco, ligou o som, quebou um vaso, acordou seu pai ou sua mãe de um lindo sonho... É complicado,  afinal bater resolve o problema mais rápido que conversar, o resultado é imediato, mas a consequência essa sim é tardia. Quer um conselho? eu sei, eu sei, se fosse bom eu não dava, vendia, mas mesmo assim eu dou, sabe aquela famosa frase do livrinho O pequeno Princípe, "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", guarde para sua vida, é a mais perfeita e pura verdade, amem seus filhos, e aí quando sobrar amor, amem mais!

"...Como são tristes os dias
Da criança escravizada,
Todos mandam na coitada,
Ela não manda em ninguém...
O pai manda, a mãe desmanda.
O irmão mais velho comanda,
Todos entram na ciranda,
E ela sempre diz amém..."
Ruth Rocha

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